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OPINIÃO: Município de Araputanga precisa religar-se ao elo da corrente do desenvolvimento

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FONTE

A expectativa de geração de novos empregos pode ter sofrido um duro golpe em Araputanga e, as pessoas ligadas à política podem até ser apontadas como responsáveis, ainda que indiretamente.

O boato sobre o encerramento das atividades de certa indústria, que até 2014 gerava cerca de cinquenta empregos diretos, no município, deve dar o que falar nos próximos dias. Fontes consultadas pela reportagem preferiram não dizer nada acerca da continuidade ou não das atividades da empresa, o que pode indicar certo grau de confiabilidade ao boato que vem sendo disseminado.

A recente interdição de outra empresa que atuava na cidade interrompeu a atuação de pouco menos que dez postos de trabalhos, para famílias que ganhavam o pão naquela atividade. A interdição está justificada por irregularidades apontadas pelo MP/MT.

ESQUECIDOS

Se o ritmo da atividade econômica não encontrar  “comodities”  que resultem na instalação de novas empresas, que tragam desenvolvimento às cidades  do Vale do Jauru, a população continuará a contar para o número do ‘Vale dos Esquecidos’ do Estado de Mato Grosso e, os políticos que chegam ao poder iludindo o povo com promessas de trazer novas empresas e de gerar muitos empregos, cairão como sempre na inescapável vala do ridículo.

BOOM

Quem reside em Araputanga  há mais de três décadas sabe que entre 1980 e o ano 2005 vivemos o boom desenvolvimentista. Desde então, estamos a ver navios e na espera de dias melhores. Foi um tempo de união cujos resultados, ainda que de forma indireta, foram partilhados.

FALTA PERSPECTIVA

Percorrendo Ruas e Avenidas é possível perceber como os últimos oito anos foram fracos e ruins para a atividade econômica. Quantos empreendedores fecharam as portas? Quantas famílias se mudaram? E quantas portas continuam fechadas e a fechar-se, sem perspectivas de reabrirem-se.

ESCOLHER OS MELHORES

Já é tempo do descerramento da bandeira do comodismo que pode ser muito boa para quem está no topo; de “mãos dadas” é que cada elo forma a corrente. As massas  precisam compreender que os dirigentes não perpetuam no cargo, sem o apoio das bases. É preciso cobrar os eleitos, expurgar os que não apresentam resultados, incentivar os bons e escolher os que realmente se mostram melhores como futuros representantes.  Talvez seja a maneira para reencontramos o elo da corrente do progresso.